Os produtores de leite de Palmas participaram, na quinta-feira (17), da programação da Agroleite 2017, na Cidade do Leite em Castro, na região dos Campos Gerais do Paraná. O evento, que este ano acontece de 15 a 19 de agosto, é o maior do gênero no Brasil e reúne as últimas novidades em inovação tecnológica e equipamentos, genética e nutrição animal.

A delegação, composta por 38 produtores e técnicos da área leiteira, seguiu de Palmas para Castro em ônibus cedido pela Prefeitura, informou o diretor de Agricultura e Meio Ambiente, Edson Cassaniga. "O Agroleite reúne o que existe de mais moderno para melhorar e ampliar a produção leiteira e este contato dos nossos produtores vão render bons frutos no médio e longo prazo", disse.

O grupo, que passou o dia todo na Cidade do Leite, acompanhou palestras e exposições de bezerras e máquinas, leilão, entre outros. Durante o evento também são realizados fóruns, seminário internacional e painel para se discutir genética, alimentação, qualidade animal, qualidade do leite e tecnologias voltadas ao setor.

"Em meio a crise que vem afetando praticamente todos os setores da economia, a produção leiteira segue equilibrada", ressalta Cassaniga. "Ela consegue manter as famílias no campo e contribuir com a geração de emprego e renda", completou.

Contexto
Palmas tem uma bacia leiteira formada por 82 produtores. Neste período de entressafra, quando o frio e a geada atrasam o desenvolvimento das pastagens, o volume produzido diariamente no município é de aproximadamente 30 mil litros diários.

Em períodos normais, este montante sobe para mais de 35 mil litros diários, movimentando mais de R$ 2 milhões na economia de Palmas. "Este volume poderá subir ainda, uma vez que já temos dois produtores que implantaram um sistema moderno de 'Compost Barn', que consiste na produção confinada", disse o diretor de Agricultura e Meio Ambiente.

A bacia de Palmas, ainda segundo Cassaniga, exporta leite para o programa Leite das Crianças do Governo do Estado. "Além disto, quatro grandes empresas compram da produção local e este leite, após processado, é vendido em praticamente todo o Paraná e outros estados", disse.

O setor gera aproximadamente 300 vagas de empregos diretos, que são ocupados por familiares ou pessoas contratadas. "Sem contar os empregos que são gerados em outros setores, como postos de combustível, supermercados, lojas e comércio em geral, por exemplo", completou Cassaniga.