A Divisão de Vigilância em Saúde alerta a população de Palmas para os perigos na utilização de esmalte adulterado nas unhas. De acordo com pesquisa, alguns produtos contém componentes tóxicos como Tolueno, formaldeído e ibutyl ftalato, conhecido como "trio tóxico".

Produtos com estas composições podem provocar câncer e problemas hormonais, como infertilidade, alerta Susana Amadori, enfermeira da Vigilância em Saúde de Palmas. "O perigo pode estar escondido atrás de uma simples dose de cor nas unhas", frisou.

Segundo a chefe de Divisão, Karine Tobera, o Brasil é o segundo maior consumidor de esmaltes ficando atrás somente dos Estados Unidos. Fazer as unhas é um hábito comum entre as mulheres. O alerta busca chamar a atenção para os produtos que não são registrados pela ANVISA.

"Se ocorrer qualquer tipo de irritação cutânea, suspender o uso do produto imediatamente e procurar a assistência de um profissional", ressalta Karine Tobera.

Contexto
O uso de esmaltes começou por volta de 3500 a.C. no Antigo Egito, onde as mulheres egípcias usavam tintura de henna preta nas unhas. Cores vibrantes só podiam ser usadas pela família real, sendo que Cleópatra preferia tonalidades vermelho-escuro e Nefertiti gostava do tom rubi. Na época, os "esmaltes" eram feitos com goma arábica, gelatina, cera de abelhas e clara de ovo.

Esse poder de distinção social sobre uso de esmalte entre o povo egípcio, também percebia-se com os chineses. Na China, por volta do século III a.C., começou-se a usar tons vermelhos e metálicos (já um tipo de esmalte parecido com o atual) que eram feitos com soluções de prata.