A Divisão de Vigilância em Saúde de Palmas emitiu, na manhã desta segunda-feira (24), um alerta sobre o surgimento de Hantavirose no Paraná. O caso, divulgado pela Superintendência de Vigilância em Saúde do Estado, ocorreu no município de Prudentópolis.
A Hantavirose, de acordo com a chefe da Divisão de Vigilância em Saúde, Karine Tobera, é uma doença infecciosa aguda e grave, provocada pelo hantavírus, que está presente em ratos silvestres, que vivem em áreas rurais. A contaminação se dá através da inalação do vírus, através do contato com fezes e urina contaminadas e raramente através da ingestão de água e alimentos contaminados.
Os sinais clínicos da hantavirose se parecem muito com os de qualquer virose nos primeiros dias, já que a infecção causa febre, dor de cabeça, vômitos, náuseas, tonturas, tosse seca, falta de ar, dores musculares e dor abdominal. Esses sintomas duram, em média, de três a seis dias, depois dos quais pioram progressivamente.
O médico veterinário da Vigilancia em Saúde, João Lustoza, lembra que apesar de normalmente esse problema surgir na época de floração da taquara, está ocorrendo uma alteração neste bioma.
Com isto, é importante a população do interior, caso observem algum comportamento diferente na população dos roedores silvestres, como paióis infestados ou visualização frequente destes roedores no campo, comunicar imediatamente as autoridades sanitárias, ressalta Lustoza.
Segundo o médico veterinário, a melhor maneira de prevenir a doença é evitar o contato com ratos silvestres e suas secreções, e adotar alguns cuidados para manter os roedores a uma distância segura em áreas rurais.
"A orientação é não manter a casa fechada por muito tempo, não plantar nada a menos de 30 metros de distância da habitação e aparar constantemente o mato ao redor do local", disse.
Segundo o médico veterinário, é importante ainda não deixar madeira, lixo ou folhas acumuladas perto da residência, guardar rações ou alimentos pelo menos a 40 centímetros do chão, não comer frutos caídos ou próximos do solo, tapar frestas e buracos por onde o rato possa passar, fazer a limpeza da casa com rigor e jamais tocar no rato.
A desinfecção dos ambientes contaminados ou simplesmente suspeitos de contaminação, deve ser feita com hipoclorito de sódio (água sanitária) a 10%, por pessoa adequadamente protegida com luvas e botas de borracha, macacão fechado, máscara, óculos de proteção e chapéu. Nenhum método de limpeza que levante poeira deve ser usado nesses locais, já que o vírus pode ser muito facilmente inalado em tais situações.